
O conto da formiguinha...
Era uma formiguinha solitária que vivia em um pequeno formigueiro do interior. Lá ela tinha poucos amigos; não tinha muita coisa pra fazer. Todo dia sua rotina era a mesma: ia procurar umas folhinhas, depois trazia pra sua casa. Ia juntando na esperança de um dia poder ter bastante folhinhas e poder se mudar para um lugar maior. Ela se sentia tão sozinha! Era como se andasse na rua e ninguém pudesse vê-la, como se não existisse... Ninguém a entedia, ninguém a compreendia, não davam muita importância pra ela. Achavam que era só mais uma formiguinha doidinha, metida, porque andava na rua e não olhava pra ninguém. Mas o que ninguém sabia é que ela se sentia tão só naquele formigueirinho que não via ninguém a sua volta, afinal, ela sabia que ninguém ali era como ela, ninguém a via como uma formiguinha especial, sensível, cheia de sentimentos lindos dentro de seu coração, esperando apenas uma oportunidade pra mostrá-los ao mundo! O maior sonho da formiguinha era sair daquele formigueiro pequeno...
Certo dia, a formiguinha teve a oportunidade de viajar para um formigueirão, bem grande! Era o formigueiro mais conhecido do Brasil e do mundo. Lá tinha várias praias lindas. A formiguinha ficou tão feliz durante a viagem de ida! Imaginava quanta gente e quantas coisas lindas encontraria por lá! Não teria como ela se sentir sozinha num lugar tão lindo e grande, o problema estava mesmo no seu formigueiro do interior. Quando chegou na praia, a formiguinha descobriu que era a coisa mais linda do mundo! Ela molhou seus pés, parou pra ouvir e sentir aquela brisa calma das ondas do mar, aquele silêncio gostoso... Ela se sentou na beira da praia e começou a se sentir tão sozinha no mundo! Ela olhava pro horizonte e parecia só haver ali o mar e ela. O mar era o único que a entendia. Nele, as pessoas brincavam, nadavam, se molhavam... mas ninguém OLHAVA pra ele. Ninguém conversava com ele. Ninguém o compreendia. Ela se sentiu então tão amiga do mar, como se fossem a mesma pessoa, como se estivessem unidos. Mas então, se sentiu solitária junto com o mar... Na viagem de volta pra casa, ela sentia uma calma enorme dentro do coração, mas estava triste, porque percebeu que nesse enorme mundão não havia ninguém igual a ela. Ela compreendeu que mesmo em um grande formigueiro poderia se sentir sozinha, até mais sozinha porque havia mais espaço pra isso. Ela começou a se perguntar se haveria nesse mundo todo alguém que fosse uma parte dela. Ao chegar em casa, foi se deitar, se lembrando de toda a viagem e todas as sensações que tivera. Ela se sentia feliz-triste-admirada-sozinha-esperançosa. Ao olhar aquele mar tão lindo e solitário que não se importava em sorrir pra todas as pessoas que nele entravam, mesmo aquelas pessoas que nao o davam a mínima importância, que molhava todo mundo e estava lá sempre lindo pra ser admirado, na esperança de que um dia chegasse alguém pra conversar com ele... ela percebeu que deveria fazer a mesma coisa: sorrir, na esperança de que um dia alguém notasse seu sorriso...
BeijiNhoSsSssSssSssSss...










